Por que o livro "Transformando confusão em clareza" é tão importante?

Por Vítor Barreto
em 11 Maio, 2018
Por que o livro "Transformando confusão em clareza" é tão importante?

Abaixo, um trecho do prefácio de Matthieu Ricard, em que ele explica a importância das práticas preliminares e as qualidades desse livro de Mingyur Rinpoche:

A combinação de testemunhos pessoais, com insights sobre a mente das pessoas e a entusiástica abertura para com o entendimento contemporâneo são algumas das características marcantes da inigualável facilidade com que Mingyur Rinpoche apresenta os ensinamentos mais profundos do Budismo, juntamente com questões relevantes para nosso mundo moderno. Em Transformando Confusão em Clareza, Rinpoche aplica essas maravilhosas habilidades. Ele nos oferece ensinamentos abrangentes sobre as práticas fundamentais, contendo instruções indispensáveis para realizar essas práticas de forma tradicional e autêntica. O que é muito especial, no entanto, é que essas instruções tradicionais são intercaladas com memórias inspiradoras, histórias de grandes mestres e insights íntimos do próprio caminho espiritual do Rinpoche, tornando, assim, os ensinamentos plenamente vivos.

É também significativo que, neste livro, Rinpoche tenha escolhido dar instruções extensivas sobre as práticas fundamentais, quando tantos praticantes hoje estão sedentos pelos chamados ensinamentos avançados. Porém, como Kyabje Dudjom Rinpoche (1904-87) escreveu: “O nascimento do significado da Grande Perfeição em seu fluxo mental depende dessas práticas fundamentais.”

Essa visão é consonante com a de todos os grandes mestres do passado. Drigung Jigten Gonpo (1143-1217), por exemplo, disse: “Outros ensinamentos consideram a prática principal mais profunda, mas aqui são as práticas preliminares que consideramos profundas.”

Para os leitores deste livro, esse fundamento sólido fará com que as práticas subsequentes fluam naturalmente. Sem as práticas fundamentais, por mais magníficas que as práticas subsequentes possam parecer, seu destino não é diferente de um castelo construído na superfície de um lago congelado. Assim como certamente o castelo afundará quando o calor da primavera chegar, as visões elevadas daqueles que julgam poder dispensar as práticas fundamentais entrarão em colapso assim que as circunstâncias externas se tornarem desafiadoras. Dilgo Khyentse Rinpoche (1910-91) disse muitas vezes: “É fácil ser um bom meditador quando estamos sentados ao sol com a barriga cheia. Quando confrontado com condições adversas o meditador é posto à prova.”

Mingyur Rinpoche e Matthieu Ricard
Mais informações sobre o livro:

Prefácio de Richard Gere para o livro "Coração aberto, mente aberta"

Por Vítor Barreto
em 26 Fevereiro, 2018
Tsoknyi Rinpoche e Richard Gere

Prefácio

Se quiser encontrar um peixe,
olhe dentro do oceano.
Se quiser se encontrar, olhe
dentro de sua mente.

Conheci Tsoknyi Rinpoche em Litchfield, Connecticut, em 1997. Era meu primeiro retiro de dzogchen e eu estava bastante nervoso. Mas não havia realmente nada com o que me preocupar. Rinpoche era um professor tão bom e genuíno que rapidamente nos deixou à vontade com sua sagacidade, seu humor e sua completa naturalidade, ao mesmo tempo em que, repetidamente, nos desafiava a descobrir e repousar na verdade aberta de nossa essência natural, de nosso estado de ser natural. Desde então o considero um professor confiável e um amigo querido. É uma daquelas pessoas que se anseia por encontrar e estar junto, que é lembrada com um sorriso e uma risada. O encontro é sempre significativo. Tendo estudado com alguns dos gigantes da tradição budista tibetana, a maioria lamentavelmente já falecida, Rinpoche é
um elo poderoso e eloquente entre os grandes praticantes iogues do velho Tibete e o nosso atordoante século XXI. Ele fica completamente à vontade em ambos os contextos. E nos deixa à vontade também.

Rinpoche deu duro para entender as peculiaridades da mente humana a fim de poder nos ajudar de modo mais eficaz a romper nossas limitações e seriedade autoimpostas. Amor, sabedoria e bem -aventurança duradouros são possíveis. Mas podemos ficar bastante empacados em nós mesmos e em nossas ideias.

O amor essencial é escancarado e destituído de preconceito. É a liberdade no riso de uma criança, o bem-estar quando estamos felizes sem motivo específico. É definido por Rinpoche como “bondade, gentileza e afeto incondicionais, nascido da abertura e da inteligência, que pode ser nutrido até tornar-se uma chama ardente e brilhante que aqueça o mundo inteiro”. É o abraçar alegre e amoroso da vida em si – com toda a sua loucura.

Podemos encontrá-lo dentro de nós porque é o que somos. É nosso direito de nascença como seres humanos. Assim como temos dois braços e duas pernas, somos esse amor básico. Ele pode ser recoberto e confundido de tal maneira que podemos não reconhecê-lo ou senti-lo. Por isso passamos a vida atrás dele em relacionamentos, poder, dinheiro, coisas e ideias – como se nossa perda interior pudesse ser encontrada do lado de fora. E momentaneamente pode. Mas, no fim, isso só nos deixa ainda mais vazios, exaustos, receosos e zangados. Reconhecemos isso em algum lugar de nosso coração e, em nossos
momentos mais desnudos, sentimos o vazio e a tristeza subjacentes à superfície de nossas vidas ocupadas. Todavia, ansiamos por muito mais. Bem no fundo sentimos que a verdadeira felicidade é atingível.

Este livro nos desafia a encontrar o que perdemos temporariamente e a começar um caminho de reconexão com a nossa natureza mais profunda, que é alegre, aberta e livre de todas as condições e condicionamentos, como um céu radiante e sem nuvens. Reconhecer nossa natureza permite que o afeto da compaixão e do amor se expresse naturalmente em tudo que fazemos. Não é um caminho esotérico, nem requer aptidão especial. É prático, lógico e claro.
É simplesmente quem somos. No âmago, todos nós vibramos de amor. Somos amor que não tem limite e que pode brilhar em todos os momentos, estejamos felizes ou tristes.

Podemos ter conhecido alguém assim – alguns veem isso no Dalai Lama ou em Madre Teresa, ou talvez na própria mãe ou no pai. São pessoas que nos fazem sorrir instintivamente e sentir um afeto desimpedido, natural. Por quê? Porque elas cintilam com um tipo de amor e compaixão altruístas que reconhecemos como nossa verdadeira identidade. Este livro pode nos ajudar a encontrar aquela centelha inicial que se tornará uma fogueira ardente. Depende de nós.

Richard Gere

Apenas respire - Meditação com crianças

Por Vítor Barreto
em 06 Abril, 2017
2 comentários
Apenas respire - Meditação com crianças

Hoje recebi duas notificações maravilhosas do YouTube. Ambas do canal Lojong, do Luis Oliveira (que também criou o Buda Virtual).

São dois vídeos curtos. No primeiro, crianças falam sobre o que elas sentem no corpo quando estão com raiva e de que modo a respiração pode ajudá-las a acalmar. Tem algo de muito emocionante na fala das crianças. Achei muito bonito.

No livro Meditação em ação para crianças, Susan Kaiser Greenland narra a mesma experiência:

Ao final da festa de aniversário de seis anos do meu filho, eu observava da janela da cozinha as crianças ainda presentes que brincavam no quintal. Uma amiguinha dele, nossa vizinha, dava estrelas e piruetas em nosso gramado, que estava cheio de bexigas estouradas e vazias. Meu filho e um amigo sentaram-se na escada e folhearam um livro de desenhos que ele havia ganhado de presente. Era uma tarde tranquila e agradável.
De repente, a calma cessou: a porta da cozinha se abriu e meu filho e seu amigo correram para dentro, ambos quase chorando. Perguntei a eles o que havia acontecido de errado, mas eles estavam muito agitados e não conseguiam falar. Ninguém estava em perigo, mas os meninos tinham entrado em casa em um estado tal que não conseguiam se acalmar. Eu peguei o enfeite de globo de neve da estante e dei corda na caixa de música que fica na sua base. Balancei o globo de neve, coloquei-o sobre a mesa, pus a mão no meu abdômen e pedi aos meninos para colocarem as mãos sobre suas barrigas também. Juntos, sentimos nossa respiração mover para cima e para baixo, enquanto víamos a neve cair e assentar dentro do globo. O amiguinho do meu filho estava ofegante de tanto segurar as lágrimas.
Quando a neve toda caiu no fundo do globo, eu o balancei de novo. Enquanto observávamos a água ficar transparente, sentimos nossas respirações novamente. Logo conseguimos ver as figuras dentro do globo de neve surgirem e a respiração dos meninos havia se acalmado, seus corpos estavam relaxados e tranquilos. Agora nós poderíamos falar sobre o que tinha lhes assustado.
Eu uso essa e outras técnicas similares de respiração para ajudar crianças a se acalmarem quando se sentem emocionalmente sobrecarregadas, e o poder transformador da respiração nunca deixa de me surpreender. Respirar é a coisa mais natural do mundo, é o fundamento de nossas vidas. Fazemos sem pensar, mas ao entrar em contato com o poder desse simples ato podemos gerenciar melhor o estresse e viver vidas mais felizes. O objetivo deste livro é ajudar você a ajudar seus filhos a fazerem simplesmente isso: perceberem quão atentos estão à sua própria respiração, ao seu mundo físico e às suas vidas interiores, e ajudá-los a desenvolver habilidades relacionadas à atenção. As crianças levarão essas ferramentas consigo a vida inteira.
(trecho da introdução do livro)

O segundo vídeo é um guia para a respiração, indicado para momentos de ansiedade e estresse:

Eu pensei em colocá-lo como página inicial no meu navegador, para ser a primeira coisa a fazer quando chegar no escritório e ligar o computador.

Comentário de Lama Jigme Lhawang sobre o livro Lótus Branco

Por Vítor Barreto
em 30 Setembro, 2014

Um belo comentário do Lama Jigme Lhawang sobre o livro Lótus Branco:

“A Prece das Sete Linhas invocando Guru Padmasambhava, o iluminado mestre indiano que ajudou a enraizar o budismo nas terras nevadas do Tibete, é recitada por praticamente todas as linhagens e escolas do budismo dos himalaias. O grande erudito e realizado mestre Mipham Rinpoche explica, gradualmente, qual deve ser nosso posicionamento de mente, o cultivo interno ao recitá-la, descrevendo até mesmo os níveis mais avançados de meditação do “Cortar através” (Trekcho) e do “Direto Atravessar” (Togal) da grande tradição Dzogchen nessa instrução de meditação intitulada ‘Lótus Branco’. O comentário de Mipham é uma explanação de como praticar a sadhana de meditação que ele próprio escreveu, chamada “Chuva de Bençãos: Uma Guru Yoga de Padmasambhava”, que aponta o caminho de realização mais rápido no budismo vajrayana, fundado na familiarização e união com a mente do mestre, o reconhecimento da natureza última de Guru Padmasambhava como a nossa verdadeira face primordial. Na Linhagem Drukpa, o grande siddha Shakya Shri adaptou a meditação “Chuva de Bençãos” para ser pratica em nossa tradição na qual esse comentário se torna valioso também para todos os meditantes da grande tradição dos yôguis Dragões.”

— Lama Jigme Lhawang

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