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Jetsunma Tenzin Palmo, sobre paciência

Postado por Vítor Barreto em


Existem vários níveis para abordar o tema da paciência, mas primeiro devemos entender que podemos mudar nossa atitude. Por exemplo, em vez de ver alguém de quem não gostamos como um problema, podemos tentar ver que, na verdade, ele representa uma grande oportunidade para aprendermos. Precisamos de circunstâncias e pessoas difíceis em nossa vida para cultivarmos a paciência, e não podemos cultivar essa qualidade se não tivermos nada e nem ninguém nos desafiando.

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O caminho da autobondade (trecho do capítulo 3 - Ser gentil consigo mesmo)

Postado por Vítor Barreto em


A cultura ocidental enfatiza a importância de sermos gentis com nossos amigos, familiares e vizinhos que estão lutando na vida. Contudo, não nos ensina a adotar a gentileza conosco. Quando alguém comete um erro ou falha de alguma forma, tem mais propensão a bater em sua própria cabeça com um pedaço de pau do que a se abraçar em demonstração de acolhimento. Provavelmente até o pensamento de se autoconfortar parece absurdo. Mesmo quando nossos problemas decorrem de forças fora do nosso controle, a autobondade não é uma resposta culturalmente válida. Em algum lugar, ao longo da vida, recebemos a mensagem de que indivíduos fortes devam ser estoicos e silenciosos, capazes de controlar o seu próprio sofrimento – como John Wayne num...

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O preço do autojulgamento (do primeiro capítulo de "Autocompaixão")

Postado por Vítor Barreto em


O preço do autojulgamento

Alimentar continuamente nossa necessidade de autoavaliação positiva é um pouco como se empanturrar de doces. Ficamos embriagados de açúcar e, em seguida, vem uma queda brusca. Na queda, entramos em desespero. É quando percebemos que, por maior que seja a nossa vontade, nem sempre podemos culpar os outros por nossos problemas. Nem sempre podemos nos sentir especiais e acima da média. Muitas vezes, o resultado é devastador. Olhamos no espelho e não gostamos do que vemos (literal e figurativamente), e então a vergonha começa a tomar forma. A maioria de nós é extremamente dura em relação a si quando consegue admitir alguma falha ou defeito. Pensamos: “Eu não sou bom o suficiente. Sou um inútil”. Por isso, preferimos esconder a verdade de nós mesmos, pois recebemos a honestidade como uma dura condenação.

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Dando o passo da primeira nobre verdade para a segunda

Postado por Vítor Barreto em


Trecho retirado do livro "Além do materialismo espiritual": Pergunta Muitas pessoas têm consciência da verdade do sofrimento, mas não dão o segundo passo, ou seja, a consciência da origem do sofrimento. Por quê? Resposta Penso que é uma questão de paranoia. Queremos escapar. Desejamos fugir da dor, em vez de considerá-la fonte de inspiração. Achamos que o sofrimento já é suficientemente mau – assim, por que investigá-lo ainda mais? As pessoas que sofrem muito e compreendem que não podem escapar do sofrimento começam realmente a compreendê-lo. Mas, em sua maioria, as pessoas estão ocupadas demais tentando livrar-se da irritação, estão atarefadas demais tentando distrair-se de si mesmas, e não se dispõem a olhar para o material que já têm. É...

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Trecho da introdução de Educação valente

Postado por Vítor Barreto em


Um trecho da introdução de Educação valente Comportamentos subclínicos Constatei que muitos pais preferem que seu filho tenha um diagnóstico concreto, como ansiedade ou distúrbio de aprendizado, para o qual possa haver um especialista ou um tratamento, a uma avaliação de que a criança simplesmente tem recursos internos frágeis e baixas habilidades de enfrentamento. Alguns chamam isso de “medicalização” dos comportamentos infantis. Embora não seja racional, isso se encaixa no reflexo que nós, pais, temos de colocar a responsabilidade em algo externo aos nossos filhos. Quando uma criança recebe um diagnóstico, alguns pais utilizam esses rótulos até mesmo para confortar e socorrer os filhos. “Bem, ele tem TDAH, portanto precisa da minha ajuda para fazer a lição de casa todas...

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Apenas respire - Meditação com crianças

Postado por Vítor Barreto em


Hoje recebi duas notificações maravilhosas do YouTube. Ambas do canal Lojong, do Luis Oliveira (que também criou o Buda Virtual). São dois vídeos curtos. No primeiro, crianças falam sobre o que elas sentem no corpo quando estão com raiva e de que modo a respiração pode ajudá-las a acalmar. Tem algo de muito emocionante na fala das crianças. Achei muito bonito. No livro Meditação em ação para crianças, Susan Kaiser Greenland narra a mesma experiência: Ao final da festa de aniversário de seis anos do meu filho, eu observava da janela da cozinha as crianças ainda presentes que brincavam no quintal. Uma amiguinha dele, nossa vizinha, dava estrelas e piruetas em nosso gramado, que estava cheio de bexigas estouradas e vazias....

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Regozijo, por Dzongsar Khyentse Rinpoche

Postado por Vítor Barreto em


Regozijo Um método muito eficiente e fácil para acumular mérito é se alegrar com a sorte dos outros, mas, ironicamente, muitos consideram esse método uma verdadeira agonia. Existem três causas principais para nos regozijarmos. A felicidade e as causas da felicidade dos outros. Por exemplo: ao ver uma pessoa bonita, em vez de sentir inveja, regozije-se com a sua beleza; Ao ver alguém fazer algo positivo, alegre-se, em vez de fazer críticas movidas por rancor e inveja; O melhor, todavia, é não ceder a dúvidas sobre a possibilidade da iluminação ou chegar a duvidar da existência do estado búdico. Regozije-se com ele e com suas causas, sinta-se feliz quando outras pessoas se envolverem com as causas da iluminação, como ouvir...

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Mingyur Rinpoche, sobre dukkha: "Identificando o problema"

Postado por Vítor Barreto em


À primeira vista, a primeira das Quatro Nobres Verdades pode parecer bastante deprimente. Muitas pessoas, quando ouvem ou leem sobre o assunto, tendem a definir o budismo como excessivamente pessimista. “Esses budistas estão sempre reclamando que a vida é cheia de sofrimento. A única maneira de ser feliz é renunciar ao mundo, ir para uma montanha em algum lugar e meditar todos os dias. Que coisa chata! Eu não estou sofrendo. Minha vida é maravilhosa!”

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Lançamento do livro "Não é para a felicidade"

Postado por Vítor Barreto em


Esta semana chegou da gráfica o tão esperado livro Não é para a felicidade: Uma guia para as chamadas práticas preliminares. A obra de Dzongsar Khyentse Rinpoche é importantíssima e, como ele próprio diz na introdução "não foi escrito para aqueles que são completamente novatos no budismo. É voltado a quem possua pelo menos alguma ideia sobre o Darma de Buda, deseje compreender a linguagem do Darma mesmo que isso leve muito tempo ou tenha grande desejo de praticar." Esse projeto levou mais de 3 anos para ser concluído. Só o trabalho no texto envolveu diversas pessoas, como Eduardo Pinheiro, Manoel Vidal, Patrícia Zebrauskas (que fez a tradução), Vinícius Melo, Flávia Pellanda, Édio Pullig, Thaís Lopes e Joice Costa. A capa da...

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Trecho da introdução de "Além do materialismo espiritual"

Postado por Vítor Barreto em


Em fevereiro de 2016, antes do lançamento do livro Além do materialismo espiritual", o querido Miguel Berredo publicou esse trechinho em seu blog "Budismo Petrópolis" (recomendo acompanhar!). Os destaques em negrito são do próprio Miguel: De acordo com a tradição budista, o caminho espiritual é o processo de atravessar e superar a nossa confusão, de descobrir o estado desperto da mente. Quando esse estado desperto da mente se encontra tomado pelo ego e pela paranoia que o acompanha, assume o caráter de um instinto subliminar. Dessa forma, não se trata de construir o estado desperto da mente, mas sim de extinguir as confusões que o obstruem. No processo de consumir as confusões, descobrimos a iluminação. Se o processo fosse outro,...

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