Sumário - Além do materialismo espiritual

Por Vítor Barreto
em 01 Julho, 2016
2 comentários

Nota do editor........................................................................... 7

Prefácio..................................................................................11

Introdução..............................................................................17

Materialismo espiritual........................................................... 29

Entrega.................................................................................. 41

O guru....................................................................................49

Iniciação.................................................................................71

Autoengano............................................................................ 83

A via difícil.............................................................................99

A via aberta............................................................................ 113

Senso de humor.....................................................................135

O desenvolvimento do ego......................................................147

Seis reinos............................................................................165

As quatro nobres verdades...................................................... 177

O caminho do bodisatva..........................................................193

Generosidade.........................................................................196

Disciplina................................................................................198

Paciência .............................................................................200

Energia.................................................................................201

Meditação............................................................................ 202

Conhecimento....................................................................... 203

Shunyata...............................................................................213

Prajna e compaixão................................................................233

Tantra.................................................................................. 245

 

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Comentário de Lama Jigme Lhawang sobre o livro Lótus Branco

Por Vítor Barreto
em 30 Setembro, 2014

Um belo comentário do Lama Jigme Lhawang sobre o livro Lótus Branco:

“A Prece das Sete Linhas invocando Guru Padmasambhava, o iluminado mestre indiano que ajudou a enraizar o budismo nas terras nevadas do Tibete, é recitada por praticamente todas as linhagens e escolas do budismo dos himalaias. O grande erudito e realizado mestre Mipham Rinpoche explica, gradualmente, qual deve ser nosso posicionamento de mente, o cultivo interno ao recitá-la, descrevendo até mesmo os níveis mais avançados de meditação do “Cortar através” (Trekcho) e do “Direto Atravessar” (Togal) da grande tradição Dzogchen nessa instrução de meditação intitulada ‘Lótus Branco’. O comentário de Mipham é uma explanação de como praticar a sadhana de meditação que ele próprio escreveu, chamada “Chuva de Bençãos: Uma Guru Yoga de Padmasambhava”, que aponta o caminho de realização mais rápido no budismo vajrayana, fundado na familiarização e união com a mente do mestre, o reconhecimento da natureza última de Guru Padmasambhava como a nossa verdadeira face primordial. Na Linhagem Drukpa, o grande siddha Shakya Shri adaptou a meditação “Chuva de Bençãos” para ser pratica em nossa tradição na qual esse comentário se torna valioso também para todos os meditantes da grande tradição dos yôguis Dragões.”

— Lama Jigme Lhawang

Buda Rebelde: Tratando a vacuidade como algo comum

Por Vítor Barreto
em 24 Janeiro, 2014
Buda Rebelde: Tratando a vacuidade como algo comum
Abaixo, reproduzo um trecho do livro Buda Rebelde: Na rota da liberdade, de Dzogchen Ponlop Rinpoche.
O livro foi traduzido por Eduardo Pinheiro (Padma Dorje).

Tratando a Vacuidade como Algo Comum

"Quando falamos sobre ausência de eu ou vacuidade, tendemos a transformar essas coisas em filosofia; transformamos todas em algo tão importante e profundo que as tornamos demasiadamente distantes. Transformamos algo que está em nossas mãos em uma noção muito fantástica. Lembramos histórias antigas sobre iogues voando no céu ou caminhando através das paredes, e então pensamos em nossa confusão no momento atual. Essas duas imagens soam muito distantes. Nosso problema é que associamos a realização da vacuidade com indivíduos especiais que possuem capacidades extraordinárias. Porém, se mudarmos um pouco nossa perspectiva, podemos transformar nossas ideias em uma jornada pessoal.

                Devemos ver a vacuidade como algo comum, devemos tratá-la como qualquer outra coisa. A forma com que lidamos com a vacuidade não deve ser diferente da forma com a qual tratamos qualquer outro conceito que analisamos e sobre o qual refletimos. Conhecemos a vacuidade do mesmo jeito que conhecemos o sofrimento e a impermanência – cultivando familiaridade, observando por todos os ângulos, deixando que se comunique conosco. Quando a vacuidade fala conosco, não só a ouvimos, mas a sentimos também. Ela se torna nossa experiência pessoal. Mesmo que possamos estar olhando para livros e usando os métodos especiais da lógica e do raciocínio, ainda assim estamos em contato com ela. No entanto, se não analisarmos a vacuidade, se apenas a tomarmos como um fato sobre o qual “especialistas” discursam, ela não será pessoal, e ficará difícil compreendê-la e levá-la ao âmbito da experiência.

                Quando analisamos qualquer coisa, devíamos mastigar essa coisa do mesmo jeito que mascamos o chiclete. Temos que mascar até que sintamos o sabor completamente. Da mesma forma, quando passamos um tempinho examinando o momento da experiência, começamos a ter uma vivência mais rica da vacuidade. Quando estamos analisando a vacuidade, por exemplo, em vez de simplesmente pensar a respeito dela, podemos nos perguntar: “Onde está o ‘eu’ agora, neste momento? Está na sensação que tenho nas minhas costas enquanto estou sentado aqui? Está no pensamento que surge na minha mente neste momento?” Fazemos isso passo a passo, examinando cada experiência do pensamento, da sensação ou da emoção até que reconheçamos sua qualidade de ausência do eu. Dessa forma, começamos a sentir o gosto da vacuidade. É esse gosto que importa, porque ele nos inspira. Ele vai contra nossa resistência à vacuidade e corrige nossos enganos a respeito dela."

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